bill callahan é o nome do homem. sometimes i wish we were an eagle é o nome do disco, o mais recente. a páginas tantas, a meio da sexta canção, reza assim:
Now I'm not saying we're cut from the same tree
But like two pieces of the gallows
The pillar and the beam
Like two pieces of the gallows
We share a common dream--
To destroy what will harm other men
My friend
como os ecos da ressonância disto, em mim, deixam espalhadas pelo esqueleto e músculos uma infinidade de enormes crateras, de tal forma que o mundo, visto de dentro para fora, mais não parece que uma imensa concavidade destinada a empilhar, como entulho numa lixeira, os destroços dos mais nobres sentimentos que podem libertar um homem, prefiro calar-me.
é ouvir a canção.
5.6.09
26.5.09
louve-se a honestidade
quando, perplexos, interrogativos, nos debatíamos já com a dúvida, eis que nuno melo nos vem descansar, afiançando, e passo a citar, "não serei menos no parlamento europeu do que sou no parlamento nacional".
22.5.09
27.4.09
mas para quê acelerar as coisas, então?
manuela ferreira leite reconheceu há pouco, em entrevista dada ao vizinho mário crespo, que "o país pode ficar irremediavelmente pobre em seis anos" caso prossiga com a política de sócrates.
26.3.09
já a presença dos outros sim
o seleccionador da suécia afirmou que a ausência de deco no jogo de sábado não o tranquiliza.
12.3.09
i'm not funny but i'm a joke
esta, caro mark, não a tocaste outro dia. é pena.
esta também não. é uma pena ainda maior.
9.3.09
serviço ao domicílio - o cabinho
recorda-se a quem «encontrou» um leitor mp3 preto num certo voo tap aí há dias que o cabo, o cabo necessário para ligar o dito ao computador, p. ex. para carregar a bateria do menino ou para atestá-lo de música, se encontra aqui na minha secretária, caso queiram passar para o levar é melhor marcar com antecedência para não dar viagem por perda de tempo.
15.2.09
a bebida, a bebida...
barack obama enviou uma carta a cavaco silva. para tal só podia estar, penso, completamente bêbado.
3.2.09
génios de letras
vasco graça moura disse, no discurso de atribuição do prémio literário estoril sol fernando namora a mário cláudio, que este é dos poucos autores contemporâneos que não dá erros gramaticais. bom, se ainda por cima o homem também gostar de consultar o dicionário, então está-se na presença de um génio das letras.
24.1.09
marlow
17.1.09
novo lema
"preços mínimos, oportunidades fnac", deve ter sido este ano trocado por "preços fnac, oportunidades mínimas"
7.1.09
da cinefilia
uma providência cautelar deixou na casa de partida uma promoção da lusomundo/zon, que oferecia aos clientes zon, vulgo netcabo, umas idas grátis ao cinema. paulo branco protestou e a coisa nem arrancou, pelo menos até mais ver. um amigo de um conhecido de um familiar manifesta-se triste, diz que entre o mais recente nuri bilge ceylan e «cocó no gineceu III», preferia «cocó no gineceu» desde que não tivesse de pagar para ver.
maçaricos
não, não me refiro a aves pernaltas aquáticas, nem sequer a lebrachos com mancha branca na testa, refiro-me a maçaricos, dispositivos providos de um tubo, e que servem para dirigir, por pressão de ar, a chama sobre objectos, um ou vários, que se pretenda aquecer. desta forma, constituem bom e prático aparelho para combater a vaga de frio que arrasta a alma dos portugueses para o sumidoiro. é pois correr ao ferrageiro mais próximo que os stocks podem escoar-se mais rapidamente que o normal, devido a este post extremamente útil que o país por certo agradecerá dada a sua desusada carga de pragmatismo.
o nosso 11 de setembro
num regime tão ciente da qualidade de vida dos seus cidadãos, acho razoavelmente inacreditável que não se tenha decretado o 11 de setembro português aquela manhã outra em que joão rendeiro, ricardo salgado e fernando ulrich, todos três, quase se assustaram num elevador momentaneamente encravado na sede do banco de portugal, isto depois de rendeiro ter pressionado involuntariamente com o cotovelo o botão de stop. um dia portanto horrível na história de portugal e do bom povo português, em que estes três ilustres cidadãos não terão ganho suficientemente, para o susto, pelo que ponderam mesmo exigir a já da praxe indemnização ao estado.
devassa da própria vida privada
continuando nesta senda despudorada de devassidão, neste escancarar as portas de casa, sem noções básicas de reserva, de exposição pessoal à desfilada, como por exemplo aqui, houve também aquela vez em que, certo ano, certo dia até, para ser mais específico, desse mesmo ano, aconteceram certas cenas que, cenas que... enfim, cenas que não sei não!
5.1.09
umas cenas
corria o ano de 1983, pouco me importava o ranho pingando do nariz, gostava de galochas e... e... pronto, e mais umas merdas... entretanto tudo mudou: por exemplo corre o ano de 2009 e... e... e pronto, mais umas cenas...
19.12.08
excesso de quórum
na coreia do sul, ora pois, devido a uma lei de comércio livre com os estados unidos, dezenas de deputados da oposição envolveram-se numa escaramuça com a guarda do parlamento, que protegia membros do partido do governo reunidos numa sala fechada. os oposicionistas arrombaram a porta da sala e desempilharam as pilhas de mobília que os deputados reunidos - chamemos-lhes os reunistas - tinham amontoado atrás da porta para assim terem uma segunda linha de defesa. houve deputados, sangue, batatada, gás, agitação, ranho e muita tontice. parecia o parlamento português, mas sem a agitação, o gás, a batatada, o sangue e os deputados.
17.12.08
goes unspoken
uma revisão de "george washington", de david gordon green, poderá originar uma reavaliação em baixa da ideia com que fiquei à altura do primeiro visionamento: trata-se de uma das mais magníficas primeiras obras de autor do cinema contemporâneo americano.
no entanto, pelo menos por enquanto, o que revi foi "undertow", do mesmo green, e se à altura da primeira exposição ao filme já me tinha parecido bom, esta revisão três anos depois subiu-lhe bem a bitola. ora na ficha técnica deste, há um nome que praticamente valida as comparações feitas consigo aquando da produção daquela primeira longa-metragem, e isto faz-me crer que o processo se repetirá em relação a "george washington"...
sim, there's a name, but the name goes unspoken...
no entanto, pelo menos por enquanto, o que revi foi "undertow", do mesmo green, e se à altura da primeira exposição ao filme já me tinha parecido bom, esta revisão três anos depois subiu-lhe bem a bitola. ora na ficha técnica deste, há um nome que praticamente valida as comparações feitas consigo aquando da produção daquela primeira longa-metragem, e isto faz-me crer que o processo se repetirá em relação a "george washington"...
sim, there's a name, but the name goes unspoken...
leituras
estava aqui a não pensar escrever sobre leituras recentes, por exemplo os ensaios de orwell ou uma substancial porção da obra de bioy casares, e acho que mesmo sem pensar nisso é o que não vou fazer.
a edição portuguesa da playboy sai já em março, dizem, e mais dizem que "não será uma cópia de qualquer outra", isto segundo são mamede, sónia de primeira graça, do grupo fresta, responsável pela empreitada. mais anuncia que não se devem esperar "apenas playmates, coelhinhas" (haverá «playmates, touras»?), e que "conhecendo as edições de outros países, fazem parte da revista artigos de fundo e boas entrevistas". estes tipos estão mesmo dispostos a não copiar ninguém; sabem o que o público português procura numa revista deste género - muito artigo de fundo (o sr. alberto até os pendura na parede do fundo da oficina) e sobretudo muito boas entrevistas, o que aliás sónia afiança mais adiante, "temos que ter em conta que a revista é para os portugueses". por isto mesmo modestamente sugiro que se constitua uma boa equipa de psicologia clínica para o acompanhamento das coelhinhas, que poderão ver-se em situações complicadas de auto-estima depois de se saberem preteridas por uma boa entrevista, ou paper científico, por parte dos consumidores da revista, rude golpe no amor-próprio de tantos vinte e pouco aninhos que tantas vidas poderá ceifar, conselho que a malta da fresta não descurará.
a edição portuguesa da playboy sai já em março, dizem, e mais dizem que "não será uma cópia de qualquer outra", isto segundo são mamede, sónia de primeira graça, do grupo fresta, responsável pela empreitada. mais anuncia que não se devem esperar "apenas playmates, coelhinhas" (haverá «playmates, touras»?), e que "conhecendo as edições de outros países, fazem parte da revista artigos de fundo e boas entrevistas". estes tipos estão mesmo dispostos a não copiar ninguém; sabem o que o público português procura numa revista deste género - muito artigo de fundo (o sr. alberto até os pendura na parede do fundo da oficina) e sobretudo muito boas entrevistas, o que aliás sónia afiança mais adiante, "temos que ter em conta que a revista é para os portugueses". por isto mesmo modestamente sugiro que se constitua uma boa equipa de psicologia clínica para o acompanhamento das coelhinhas, que poderão ver-se em situações complicadas de auto-estima depois de se saberem preteridas por uma boa entrevista, ou paper científico, por parte dos consumidores da revista, rude golpe no amor-próprio de tantos vinte e pouco aninhos que tantas vidas poderá ceifar, conselho que a malta da fresta não descurará.
14.8.08
quase
aquele tempo que antecede o regresso é o que mais desgasta, deparamo-nos com ele às voltas por dentro, cabisbaixos, quando o estômago mais não tem que essas horas com que entreter os ácidos, e a ideia de «casa» é como uma sala com cadeiras de vidro no meio do mar,
o que até nem é bem, mas até é quase
o que até nem é bem, mas até é quase
24.6.08
detalhe
o que interessa a grandiosidade de um hotel de 2000 quartos, 4 piscinas e 6 courts de ténis, se a sanduíche club tripla que nos confeccionarem às 3 da manhã, para a comermos sozinhos num canto qualquer, não for perfeita?
13.6.08
faltou cenas
esta paralisação de camionistas foi profundamente incomodativa. ainda há coisa de meia hora, estava eu ceando quando constato que o pão com chouriço traz um pouco menos de chouriço que o costume. ora, obviamente, bardamerda com os camionistas pá. é que é clarinho clarinho, faltou cenas pá, faltou cenas.
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